domingo, 19 de setembro de 2010
Animais
Surpresa no zoológico


Mas torcedores de times diferentes não.
Três vivas para os racionais!
Fonte: G1
sábado, 18 de setembro de 2010
Verdade sobre experiência em animais
Sem esses mitos, seria evidente que as experiências em animais não ajudam a humanidade, mas causam prejuízos imensos ao animal e ao homem.
Em nosso próprio interesse precisamos analisar os mitos em que se baseia o sistema de pesquisas com animais, pois não se trata apenas de aceitar um mal necessário. O sistema de experiências em animais pertence --- assim como a tecnologia genética ou o uso da energia atômica --- a um sistema de pesquisas e exploração que despreza a vida.
Com ele cavamos uma sepultura para a ecosfera e para nós mesmos. A morte das florestas, o buraco de ozônio, o efeito estufa, as alterações climáticas, os mares contaminados, a matança de focas, AIDS - tudo isso são sinais visíveis, mas afastamos o conhecimento das causas e somos incapazes de agir. Para sobreviver precisamos compreender como tudo está interligado e perceber que a utilização de milhões de animais sensíveis como objeto de exames e instrumentos descartáveis de medição nunca conduzirão à nossa cura, mas apenas à nossa autodestruição crescente. Vamos examinar a rede de mitos que cerca as experiências em animais.
1º Mito – O conhecimento médico está baseado em experiências com animais
Sempre nos fazem crer que a verdadeira arte médica só começou há cerca de 100 anos, com a quimioterapia. Isso é falso: em todas as épocas houve médicos excelentes que realmente conseguiam ajudar; em todas as épocas houve academias famosas realmente ensinando a arte da cura.
As bases do conhecimento médico clássico não eram pesquisas em animais, embora estas já existissem, em pequenas proporções, há milênios. Essencial era a observação de homens e animais doentes e sadios. Também a maior parte do nosso conhecimento médico moderno não se baseia em experiências com animais ou, então, foi apenas confirmado posteriormente por essas experiências. Muitas substâncias eficazes à base vegetal e também medicamentos como o ácido acetilsalisílico (contra febre) ou fenobarbital (para epilepsia) foram descobertos sem experiências em animais.
A maioria das técnicas cirúrgicas habituais não foram desenvolvidas em animais.
2º Mito: Foram as experiências em animais que possibilitaram o combate às doenças e, desta forma, permitiram aumentar a vida média.
Esse mito padrão daqueles que apóiam as experiências com animais é falso! O aumento da expectativa de vida deve-se, principalmente, ao declínio das doenças infecciosas e à conseqüente diminuição da mortalidade infantil. As causas desse declínio foram melhores condições de saneamento, uma tomada de consciência em questões de higiene e uma melhor alimentação - não foi a introdução constante de novos medicamentos e vacinas. Da mesma maneira, os elevados coeficientes de mortalidade infantil no Terceiro Mundo podem ser atribuídos a problemas sociais, à pobreza, à desnutrição, etc... - não à falta de medicamentos ou vacinas.
3º Mito: A pesquisa médica só é possível com experiências em animais
Há algumas décadas, o conceito de métodos alternativos não existia. Ainda recentemente nos explicavam que o teste DL-50% (para determinar a dose letal) e outras atrocidades eram indispensáveis. Os cientistas declaravam unânimes que só o animal ileso poderia demonstrar o efeito dos medicamentos. Atualmente as declarações são mais cuidadosas. A indústria está explicando, constantemente, quantos animais já substituíram, quanto já diminuiu o consumo de animais e como é perfeitamente possível renunciar ao DL-50%. Em muitas áreas estão utilizando métodos alternativos, processos in-vitro com culturas celulares, microrganismo, etc, cujos resultados superam de longe as provas fornecidas pelas experiências em animais.
Esse desenvolvimento mostra como - através da pressão da opinião pública - é possível conseguir que não se façam experiências com animais.
Percebemos também, que muito daquilo que era considerado parte incontestável da medicina moderna, pode ser, tranqüilamente, substituído em poucos anos.
4º Mito: Experiências em animais são necessárias porque as doenças mais importantes ainda não têm cura.
Apesar das excessivas experiências em animais, as doenças mais importantes não foram modificadas, não se tornaram mais curáveis. Esse fato mostra exatamente o pouco que as experiências em animais podem contribuir para a erradicação das doenças humanas. A conseqüência lógica não pode ser a ampliação da pesquisa em animais e sim, esforços redobrados visando o controle, a profilaxia e a pesquisa das causas das doenças. Não há mais dúvidas de que nós mesmos causamos a maioria das doenças, através de alimentação errada, dependência de substâncias tóxicas, stress, etc.
Estudos amplos com vegetarianos comprovaram há tempo que uma alimentação mais saudável reduz o risco de câncer, diminui a probabilidade de doenças cardiovasculares e aumenta a expectativa de vida.
5º Mito: Experiências em animais são necessárias para afastar a ameaça de novas doenças.
Uma típica nova doença ameaçadora é a AIDS.
A pesquisa da AIDS é um ótimo exemplo de pesquisa moderna que pode acumular consideráveis conhecimentos em pouco tempo, e sem usar experiências em animais. Os progressos na pesquisa da AIDS não se baseiam em experiências em animais, mas na epidemiologia, na observação clínica dos doentes e nos estudos in-vitro com culturas celulares.
6º Mito: Os riscos de novos medicamentos e vacinas só podem ser determinados por meio de experiências em animais.
Medicamentos importantes foram descobertos antes da era das experiências em animais, que ainda hoje estão em uso. Fica cada vez mais claro que a transferência de resultados toxicológicos do animal para o homem não tem sentido. Existem cada vez mais métodos expressivos que dispensam as experiências em animais. Testes toxicológicos como o DL-50% ou o estudo de irritação dos olhos do coelho (Teste Draize) são - também segundo diversos cientistas - rituais de extrema crueldade que nada têm a ver com ciência. Ainda mais difíceis de serem transferidos para o homem são os resultados de pesquisas nas quais fazem penetrar em diversos animais, por ingestão ou injeção, grande quantidade de substâncias experimentais durante um tempo prolongado. Não convém esquecer que o risco final é sempre do homem; mas, na medida em que experiências em animais aparentam segurança, o homem é levado ao uso descuidado de novas substâncias. Isso aumenta o risco ainda mais.
7º Mito: Experiências em animais não prejudicam a humanidade.
Experiências em animais atribuem segurança aparente a medicamentos e a novas substâncias, embora de forma alguma seja possível avaliar essa segurança. A tragédia com a Taliodomida é conhecida. Aproximadamente um terço de todos os doentes com problemas renais que fazem diálise (ou esperam pela doação de um rim) destruíram sua função renal tomando analgésicos considerados seguros após experiências em animais. Todos os medicamentos retirados do mercado por exigência dos órgãos de saúde foram testados em experiências com animais. Um outro exemplo: o perigoso “buraco de ozônio” sobre a Antártida é causado pelos CFC (clorofluorcarbonetos), que foram considerados seguros após experiências químicas e, também, com animais. A noção errônea de segurança levou à produção e à disseminação desenfreada dessas substâncias, que agora ameaçam a biosfera do nosso planeta.
Experiências em animais, na realidade, tornam as atuais doenças da civilização ainda mais estáveis. A esperança por um medicamento descoberto por meio das pesquisas com animais destrói a motivação para tomar uma iniciativa própria e para mudar significativamente o estilo de vida. Enquanto nos agarramos à esperança de um novo remédio contra o câncer, as doenças cardio-vasculares, etc, nós mesmos - e todo o sistema de saúde - não estamos suficientemente motivados para abolir as causas dessas enfermidades, ou seja o fumo, as bebidas alcoólicas, a alimentação errada, o stress, etc.
Experiências em animais destroem a consciência em relação às espécies, à interdependência e aos ciclos na natureza. Quem é capaz de julgar as conseqüências que os animais manipulados pela biotecnologia trarão para a natureza ? Quem é capaz de avaliar a conseqüência de uma fuga de ratos patenteados com câncer, ratos com AIDS, etc?
Durante milhões de anos de evolução, a natureza deu prioridade à saúde e à capacidade de adaptação dos animais. Nós, homens, produzimos animais com doenças congênitas, aperfeiçoados para fins científicos e comerciais.
Ao sistema de pesquisa científica baseado em experiências com animais cabe grande parte da responsabilidade pela crise profunda em que se encontra, sob todos os pontos de vista, a medicina moderna. A medicina atual é cara demais; em muitas áreas é francamente perigosa e - para as doenças realmente importantes da época - é ineficaz. Esses três aspectos estão intimamente relacionados e têm como ponto de partida a visão do homem (uma espécie de biomáquina) desenvolvida a partir de experiências em animais.
Um dos piores danos causados pelas experiências em animais consiste no embrutecimento da cultura médica. Sem levar em conta que a experiência com o homem, o princípio das experiências com animais está afastando a medicina cada vez mais da arte de cura e empurrando-a para uma medicina que conserta e coloca peças. Não precisamos retratar as doenças como algo positivo, mas enquanto encaramos a doença apenas como defeito a ser tecnicamente consertado, perdemos a possibilidade de questionar o sofrimento humano.
Perdemos toda possibilidade de aceitar a doença como algo que tem um sentido, algo pelo qual precisamos passar.
8º Mito: O animal não sofre durante a experiência.
O sofrimento do animal usado nos experimentos já começou bem antes da experiência, quando é confinado, criado e transportado em condições totalmente estranhas à espécie. Não existem experiências toxicológicas inofensivas para o animal! Gostaria de saber como experiências toxicológicas - durante as quais os animais são envenenados de forma mais ou menos rápida - podem decorrer sem tortura e dor. Não existe experiência nas áreas de toxicologia, cirurgia, radioterapia, etc, sem sofrimento terrível para o animal atingido! Ainda hoje a experiência representa para o animal um sofrimento terrível, que normalmente só termina com a morte.
9º Mito: Somente os especialistas sabem avaliar a necessidade, a validade e a importância das experiências em animais.
O mito de que leigos, por falta de conhecimento especializado, não podem opinar sobre experiências em animais proporcionou, durante dezenas de anos, um campo livre para os vivisseccionistas. Eles têm enorme interesse em trabalhar sem serem observados e incomodados por um público crítico. As experiências em animais, assim como a criação de animais confinados, ou a criação de animais para comércio de peles são praticadas com um número infinito de torturas porque os políticos, os legisladores, os teólogos, os filósofos e, principalmente, o homem comum não têm noção do que acontece ou, então, têm uma idéia totalmente errada do sofrimento e da miséria desses animais.
Nos últimos anos, porém, os muros do silêncio vêm sendo progressivamente derrubados pela imprensa, pelo rádio e pela televisão. Além disso, os últimos anos trouxeram mudanças importantes: os leigos são apoiados por especialistas e por associações médicas e leigas, nacionais e internacionais, que rejeitam as experiências em animais.
Deixar que os próprios pesquisadores julguem a necessidade e a importância das experiências em animais é semelhante a um parecer sobre alimentação vegetariana feito por uma associação de açougueiros ou a um relatório sobre o significado da energia nuclear elaborado pelos fornecedores de usinas nucleares. Não serão justamente aqueles que estão engajados no sistema de experiências em animais que irão questionar a vivissecção!
De forma alguma é necessário ser um especialista para derrubar este nono mito: apesar de milhões de animais torturados e mortos, a vivissecção não conseguiu obter um resultado frente às epidemias do nosso tempo.
10º Mito: Não é possível abolir as experiências com animais.
Esse mito, sempre apresentado pelos defensores da vivissecção, é um dos pilares que sustentam o sistema das experiências em animais. A afirmação de que as experiências em animais possam, quando muito ser reduzidas a um “mínimo indispensável”, mas jamais completamente abolidas, nos paralisa. Leva a discussões intermináveis, despidas de sentido, sobre a extensão e o tipo de experiências que podem ser substituídas ou descartadas. Esse é um dos motivos pelos quais o movimento dos opositores está tão dividido. Na questão da abolição das experiências, deveríamos verificar como outros erros históricos foram vencidos.
Hoje está claro que a caça às bruxas, a exploração sem clemência dos escravos, a separação desumana de raças constituem crimes que não podem ser eliminados pela redução do número de vítimas, ou por etapas. Só podem ser eliminados por mudanças fundamentais, associadas à uma tomada de consciência. Assim, também a vivissecção precisa ser eliminada em sua totalidade, como um caminho prejudicial inaceitável.
As chances de alcançarmos esse objetivo (a abolição das experiências em animais) são hoje maiores do que nunca. O movimento contra vivissecção é visto cada vez mais como parte do movimento ecológico, que se preocupa com os danos gigantescos que o homem comete em sua prepotência. Adversários das experiências em animais estão se aliando a grupos que enfrentam a engenharia genética, criação de animais confinados, a criação de animais para comerciar pele, a morte das florestas ou os perigos da energia nuclear. Todos eles procuram impedir a exploração desenfreada da natureza e concebem o nosso ecossistema como algo muito delicado, uma rede interligada de múltiplas formas.
É muito importante que a motivação para combater as experiências em animais se transforme cada vez mais. Enquanto, antigamente, o animal e o horrendo tratamento estavam no centro da discussão, hoje aumenta a consciência de que o próprio homem é o maior prejudicado com a exploração egoísta do animal. O confinamento dos animais de corte significa, em primeiro lugar, uma terrível tortura para eles, mas logo levou a um aumento considerável das doenças provocadas pela alimentação. As possibilidades da engenharia genética mostram, em primeiro lugar, um inacreditável sangue-frio em relação aos animais manipulados, mas em seguida tornou-se uma ameaça complexa ao equilíbrio ecológico e, através disso, à própria existência do homem.
Assim, hoje entendemos cada vez melhor que a experiência em animais, além de representar um enorme sofrimento para a vítima, contribui - devido a todas as conseqüências -para a autodestruição do homem.
Se o homem não consegue adquirir um novo nível de consciência da interdependência e das interligações dentro da natureza para desistir voluntariamente de surpresas desagradáveis como a vivissecção, a engenharia genética, a energia atômica...a natureza vai se encarregar de eliminar o homem definitiva e irreversivelmente junto com suas experiências em animais ! Ainda existe escolha. Ainda existe a possibilidade de pôr um fim à exploração desenfreada do planeta com todos seus seres , de abolir a vivissecção em seu próprio interesse!
Conclusão:
A experiência em animais não representa apenas um método cruel, e por isso mesmo antiético, mas é também destituído de validade científica. No interesse do homem e do animal, precisa ser abolida o mais rápido possível e substituída por métodos racionais e humanos!
Fonte: Resumo de trabalho apresentado em Simpósio realizado em Genebra pela Liga Internacional de Médicos pela Abolição das Experiências em Animais, por Bernhard Rambeck, diretor do Departamento Bioquímico da Sociedade de pesquisa em Epilepsia, Bielefeld, Alemanha. É autor de inúmeros trabalhos científicos no campo da bioquímica e da farmacologia clínica. Em sua opinião, a maneira mecanicista de pensar das atuais biociências impede qualquer real desenvolvimento da Medicina e da Biologia. Desde 1985, Rambeck dedica-se sobretudo ao estudo das experiências em animais que estão prejudicando o homem e trazendo sofrimento infinito aos animais.
Se a legenda não aparecer, clica no "balãozinho".
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Ficha Limpa
O STF está dividido, alguns juízes defendem a aplicação imediata da Ficha Limpa, mas os outros estão dizendo que a lei só deverá valer para 2012. Eles irão julgar a constitucionalidade da Ficha Limpa a qualquer momento. Nós precisamos agir rápido e deixar claro para os juízes do STF que a sociedade civil brasileira lutou arduamente para passar a Ficha Limpa e queremos que ela seja válida para as eleições de outubro!
Assine a petição ao STF pedindo a validação da lei Ficha Limpa. A petição será entregue diretamente ao Presidente do STF em alguns dias!
http://www.avaaz.org/po/ficha_limpa_supremo/?vl
Graças à Ficha Limpa, mais de 242 candidatos notoriamente corruptos foram barrados das eleições de outubro. Esta lei simboliza uma melhoria imensa na qualidade dos nossos governantes. Porém, em uma medida desesperada para permanecer no poder, os candidatos banidos estão recorrendo ao STF para julgar a Ficha Limpa inconstitucional, a fim de concorrer nas eleições de outubro.
A Ficha Limpa é uma das leis mais democráticas do país, sendo introduzida e aprovada por um esforço da sociedade civil brasileira sem precedentes. Ela se tornou um símbolo de esperança por um governo livre da corrupção. Percorremos um longo caminho pressionando o Congresso, com telefonemas, e-mails e mobilização popular, agora precisamos nos certificar que o STF irá defender a vontade dos brasileiros e não dos corruptos. Assine a petição agora para garantir a validade da Ficha Limpa em outubro:
http://www.avaaz.org/po/ficha_limpa_supremo/?vl
Obrigado por fazer parte deste incrível movimento contra a impunidade e por um governo sem corrupção.
Com esperança por uma eleição sem corruptos,
Graziela, Alice, Ricken, Paul, Milena, Iain, Mia, Alex and the whole Avaaz team
Saiba mais:
Supremo Tribunal Federal pode votar Ficha Limpa antes das eleições:
http://www.band.com.br/jornalismo/eleicoes2010/conteudo.asp?ID=100000344787
TREs barraram 242 candidatos pela Lei da Ficha Limpa:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tres-barraram-242-candidatos-pela-lei-da-ficha-limpa,608091,0.htm
Roriz aguarda decisão do Supremo, que está dividido sobre a Ficha Limpa:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/12/noticia_eleicoes2010,i=212573/RORIZ+AGUARDA+DECISAO+DO+SUPREMO+QUE+ESTA+DIVIDIDO+SOBRE+A+FICHA+LIMPA.shtml
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Onças em perigo

Um dos maiores defensores das onças brasileiras teve a caça como o início de sua paixão pela espécie, mas hoje a ponta a prática, ao lado do turismo e da agropecuária, como as maiores ameaças à existência do animal. Ações da Polícia Federal (PF) indicaram, inclusive, que muitas vezes essas três áreas trabalham unidas - empresas de turismo criam "safáris" para caça da onça com apoio de fazendeiros - e aumentam a ameaça contra o animal. Para Peter Crawshaw Jr, apesar do aumento da população do animal a partir dos anos 70 e 80, a onça-pintada ainda corre risco de extinção por causa da ação do homem.
Segundo o biólogo, os animais estão encurralados em fragmentos de matas cada vez menores, com menos alimento. "A falta de alimento decorrente da diminuição de habitats naturais é agravada pela competição com o próprio homem, que caça como esporte ou para subsistência as mesmas espécies que constituem as presas dos grandes felinos", afirma Crawshaw.
Quando as presas - como capivaras, porcos-do-mato, veados, pacas e tatus - escasseiam, as onças passam a procurar alimento nas criações de gado, e uma vez tendo adquirido este hábito, viram alvos fáceis, pois perdem o instinto antipredador.
Alguns felinos chegam a mudar seus hábitos e passam a ficar perto das áreas ocupadas por humanos. Os ataques, embora raros, preocupam quem vive no local. E mesmo tendo sido vítima de uma onça e sofrido pequenos ferimentos, o especialista garante que os animais apenas reagem a provocações, e que os turistas têm se aproximado demais dos bichos, invadindo o seu habitat.
"Não há nenhum tipo de desequilíbrio no Pantanal. O único desequilíbrio é no comportamento humano, quando insiste em ficar perto demais dos animais apenas para agradar aos turistas. Quando o turista ultrapassa limites da segurança e do bom-senso, se aproximando demais de uma onça na natureza para fotografar o animal, ele aumenta a probabilidade de ocorrer um ataque, pelo fato de a onça poder interpretar essa aproximação como uma invasão de território ou mesmo como uma agressão. Essa possibilidade aumenta se o animal estiver defendendo a carcaça de uma presa ou, pior ainda, se estiver com filhotes. Essa probabilidade varia também com a natureza individual, havendo animais mais tolerantes ou mais agressivos, e até com a disposição do mesmo naquele momento. Não se pode esquecer que, apesar de alguns animais terem sido cevados com alimentos e terem aumentado o nível de tolerância à aproximação do homem, as onças são animais selvagens, que podem ter reações imprevisíveis", declarou.
Turismo
Com o objetivo de evitar que os turistas entrem inadvertidamente em excursões clandestinas ou se envolvam em atividades que não oferecem segurança, a Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura montou a campanha "Aventura Segura", onde o consumidor é convidado a conhecer "10 Mandamentos". O primeiro avisa sobre a importância de a agência de turismo ter boas referências. Logo depois, alerta para que o viajante verifique se a empresa opera dentro das regras ambientais. Os conselhos mais efetivos, porém, apelam para bom-senso dos participantes: "ande sempre por trilhas demarcadas¿ e "conheça e respeite seus limites" são alguns exemplos.
O Ministério do Turismo afirma que recomenda às empresas que "observem a legislação ambiental, a fim de não pôr em risco o bem-estar e a saúde dos animais e dos turistas".
Caça e agropecuária
Apesar de ser proibida no Brasil, o artigo 37 da Lei de Crimes Ambientais permite a caça de animais "para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais, desde que autorizado pela autoridade competente". Mas na opinião do delegado da Polícia Federal Alexandre do Nascimento, a maioria abusa desta abertura da lei.
"Usam isso como desculpa, mas a onça é um animal que percorre grandes distâncias. Mata uma cabeça de gado em um lugar e caminha 20 km até matar outra. Então não é uma ameaça tão grande para fazendeiros. E isso de matar para defender a criação é uma coisa controlada. Tem que ter uma autorização específica para matar uma onça, mas a maioria não tem", diz o delegado.
Safáris
A Operação Jaguar, realizada em parceria com o Ibama, indicou que fazendeiros da região colaboravam com os caçadores, que chegavam a organizar "safáris", onde turistas pagavam até U$S 1,5 mil para participarem da caça.
De acordo com a investigação, que resultou em 14 prisões no mês de julho, os caçadores, brasileiros e estrangeiros, ingressavam no Pantanal em aviões particulares e pousavam em fazendas da região, equipados com modernas armas de caça. Lá, utilizavam cães, normalmente cedidos por um caçador ou fazendeiros interessados em proteger seu gado do felino.
"O problema de achar esse pessoal é que normalmente eles destroem a carcaça, que seria a prova do crime. Mas este grupo sequer tinha essa preocupação. Eles tiravam muitas fotos e levavam cabeças e peles como troféus", disse Nascimento.
Falso fim do perigo
Crawshaw diz que, mesmo verificando o aumento no número de onças, o a caça, a destruição do habitat, a eliminação de espécies-presa e o abate feito pelos fazendeiros ainda colocam os animais sob perigo.
"O alegado aumento da população de onças-pintadas no Pantanal Mato-grossense, em anos recentes, por vezes propalado pela imprensa nacional e local, tem contribuído para a falsa impressão de que a espécie está longe da ameaça de extinção. Isso se deve, em parte, a uma retomada da pecuária, depois de um longo ciclo de baixa produção decorrente de um período de altas cheias anuais, entre meados dos anos 70 e 80. Esse mesmo ciclo de cheias e a consequente descapitalização e o êxodo rural de grandes áreas remotas no Pantanal possibilitaram a recuperação da espécie, que repovoou áreas onde havia sido extinta no fim da década de 70".
Para tentar reverter o quadro, projetos inspirados em experiências de outros países estão contribuindo para a diminuição da caça. Peter Crawshaw lista cercas elétricas, o uso de substâncias nauseantes em carcaças de animais abatidos, colares tóxicos, aparatos eletrônicos que acendem luzes e emitem sons fortes, cães de guarda (no caso de ovinos) e fogos de artifício como alternativas para os fazendeiros.
Amor pela onça
O próprio Crawshaw afirma que sua paixão pelo animal começou com a caça. Quando criança, herdou do pai o interesse pela natureza e costumava devorar livros de aventura. "Na maioria dos relatos de caçadores, o ponto alto sempre tinha a ver com a onça-pintada ou jaguar, o nosso predador máximo. Nessa época, eu sonhava com o dia em que caçaria a 'minha' onça", diz o biólogo de 55 anos.
As mudanças de emprego do pai oportunizaram o contato com diferentes matas e banhados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Mas foi o seu contato com o zoólogo George Schaller, pesquisador de tigres, leões e gorilas, o divisor de águas da sua carreira. "Em 1976, fiquei sabendo que Schaller estaria vindo ao Brasil para fazer o primeiro estudo sobre o jaguar, no Pantanal de Mato Grosso. Me ofereci para ajudá-lo de alguma forma no projeto e no ano seguinte fui ao seu encontro na fazenda Acurizal".
sábado, 11 de setembro de 2010
Mistérios dos animais
Alguns comportamentos dos animais são bastante estranhos, mas muito ja foi descoberto sobre isso e solucionado. Porém ainda persistem alguns mistérios e a ciência só tem teorias e mais teorias para tentar achar uma solução lógica para tamanha esquisitice.
Qual seria a explicação para..
1. Suicídio Animal
Uma coisa que separa animais e humanos é o simples fato de que, se não for para proteger seus filhotes, os animais simplesmente fogem de uma briga. Porém, recentemente está acontecendo casos no mundo inteiro de suicídio animal. Na Suíça, 28 vacas decidiram pular em um abismo. Nos EUA, Cachorros pularam recentemente de um ponte e esquilo brigaram uns contra os outros até a morte. Em Jatinga, Índia, centenas de pássaros voam contra o chão todo ano.
Teoria: Regiões específicas podem desorientar o senso de direção de animais, mas nenhuma relação ainda foi provada.
2. Abelhas estão desaparecendo
Você provavelmente já deve ter ouvida falar sobre isso: As Abelhas estão desaparecendo no mundo inteiro. Começou pelos EUA e Europa, agora os desaparecimentos já chegaram no Brasil e na Índia. Sendo esses insetos os maiores polinizadores do mundo, a reprodução de plantas pode ficar comprometida.
Teoria: Há várias teorias, mas nenhuma comprovada. Um vírus, desnutrição, pesticidas e ondas de celular são apontados como os vilões. Porém, nenhum desses parece ser forte o suficiente para matar todas as abelhas do mundo.
3. Inteligência das Formigas
Se você colocar uma formiga “guerreira” em um pote, ela vai ficar dando voltas e vai acabar morrendo de tanto andar. Porém, se você colocar várias formigar juntas, elas são capazes de construir verdadeiras cidades. Juntas, as formigas controlam sua temperatura corporal, constroem sistemas de ventilação para suas cidades, coordenam ataques complexos.
Teoria: Segundo os cientistas, não há um teoria satisfatória para isso. Só se sabe que a regra é simples, junte milhões de pequenos cérebros e você terá um super organismo. Como essa interação acontece, ninguém sabe ao certo.
4. Previsão Aninal de Terremotos
A Grande maioria dos animais tem a estranha abilidade de prever terremotos. Horas antes do terremoto acontecer todos os animais saem da área que será atingida.
Teoria: Existem milhares, mas nenhum satisfatória. Algumas simplesmente falam que é magia e outras dizem que os animais tem uma grande sensibilidade para ondas sísmicas, porém, nenhum equipamento humano conseguiu identificar tal sensibilidade.