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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Documento sobre captura de OVNI

O FBI publicou nesta segunda-feira um documento que aparentemente prova a captura de óvnis no famoso caso de Roswell, no Novo México. Segundo o documento, na data de 29 de março de 1950, um investigador da força aérea norte-americana relata o encontro de três discos voadores, que seriam ovais e com uma protuberância no centro (bem como nos filmes de ficção científica que tratam do assunto), com cerca de 15 m de diâmetro.

O documento, enviado pelo agente especial Guy Hottel à diretoria do FBI, está disponível na internet junto a milhares de outros documentos no novo sistema de pesquisa da agência chamado "The Vault". O nome do investigador que teria descoberto os discos voadores e do agente a quem ele relatou o ocorrido foram rasurados no documento disponibilizado online.

Ainda de acordo com o documento, o investigador teria encontrado em cada um dos discos voadores três corpos semelhantes aos de um humano, mas com baixa estatura. Os "seres" mediam cerca de 90 cm e vestiam roupas metálicas ultrafinas, segundo o que foi relatado.

Hottel informou que o investigador disse acreditar que os discos voadores foram encontrados no Novo México "pelo fato de o governo americano possuir um radar muito poderoso na área e acreditar-se que os radares poderiam interferir no controle mecânico dos discos voadores". Veja o documento em http://vault.fbi.gov/UFO/UFO%20Part%208%20of%2016/view (página 34).

A cidade de Roswell se tornou muito famosa depois de relatos de que um disco voador teria caído no deserto, perto de uma base militar, perto do dia 2 de julho de 1947.

Segundo diversas teorias, os corpos do alienígenas teriam passado por autópsia do exército americano, que teria encoberto o incidente.



E aí? Acredita??



Fonte: http://medob.blogspot.com

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Jesus era vegetariano?


O painel tem uma imagem tradicional de Jesus, com cabelos ondulados e uma barba curta. Mas o que é aquilo ao redor de sua cabeça? Não é um halo. É... é ... é uma fatia de laranja! O texto ao lado da imagem alardeia em letras com 60 cm de altura: "JESUS ERA VEGETARIANO."

Tais painéis, patrocinados pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), estão aparecendo em todo o país. Um deles está sendo preparado para ir para Nebraska, na rodovia Interestadual 80, a oeste de Omaha, ainda no próximo verão.

A campanha nacional "Jesus era Vegetariano" foi criada por Bruce Friedrich, coordenador da campanha vegetariana para a organização em prol dos direitos dos animais baseada na Virginia.

Em uma entrevista telefônica, Friedrich disse que a campanha vai continuar por prazo indeterminado. O "Cristianismo é a religião mais popular nos Estados Unidos", diz ele, "e enquanto houver cristãos comendo animais, estaremos pedindo a eles que não o façam", Friedrich, um Católico Romano, disse que há evidências bíblicas sugerindo que Jesus não comia carne.

Por exemplo, na semana antes da Páscoa, Jesus entrou no templo em Jerusalém e expulsou os vendilhões e os que vendiam animais para sacrifício. Além disso, Jesus pregava a compaixão para com todos os povos, e faz sentido estender essa mensagem para incluir todos os seres vivos, diz Friedrich.

"É inconcebível que Jesus tivesse se alimentado de animais", afirmou ele.

Na história sobre o Jardim do Éden, no Velho Testamento, Deus inicialmente deu aos seres humanos uma dieta vegetariana. Somente após Adão e Eva pecarem e serem expulsos do paraíso foi que Deus permitiu que comessem carne.

E as profecias que proclamam a vinda do Messias descrevem um tempo em que "o leão repousará com a ovelha", certamente uma situação incompatível com a alimentação carnívora sob qualquer forma, diz Friedrich.

Em algumas passagens, Jesus come peixe e incentiva os outros para fazê-lo. Por exemplo, uma história após a ressurreição conta que Jesus ajudou seus discípulos a pescarem um barco cheio de peixes, e então os convidou para "virem e tomarem seu desjejum" na praia. Naturalmente, a conhecida história de Jesus alimentando 5.000 pessoas com cinco pães e dois peixes parece incentivar o consumo de peixes.

Mas Friedrich, que é vegano (uma pessoa que não se alimenta de produtos animais, nem de leite ou ovos), tem uma explicação diferente. As histórias após a ressurreição de Jesus comendo peixe, ele diz, foram acrescentadas por escritores posteriores para dar credibilidade à crença de que Jesus estava presente em carne e osso, e não apenas em espírito. E ela alega que os "peixes" mencionados na história da alimentação de 5.000 pessoas são realmente uma tradução errônea da palavra hebraica "fishweed", um tipo de alga marinha largamente consumida no Oriente Médio.

O PETA tem apelado aos líderes cristãos em todo o país para apoiarem a campanha "Jesus é Vegetariano", com resultados mistos. A organização enviou cartas aos evangelistas Oral Roberts, Pat Robertson, Billy Graham, Robert Schuller e Jerry Falwell.

Um painel foi colocado do outro lado da rua, bem em frente à Oral Roberts University em Tulsa, Okla. Roberts não fez comentários, mas um membro de sua equipe de comunicação emitiu um pronunciamento dizendo que a salvação cristã não é baseada nos alimentos que uma pessoa come.

Friedrich disse que recebeu reações "muito simpáticas" de Graham e Robertson, e um porta-voz de Falwell comentou que os cristãos não devem apoiar a crueldade contra os animais.

"Nossa resposta é, não há nada mais cruel para os animais do que o que acontece nos matadouros e fazendas-empresas, e portanto a única posição coerente para (os cristãos) tomarem é uma posição vegetariana", disse Friedrich.

A campanha enviou cartas aos 449 bispos Católicos Romanos nos Estados Unidos. "Recebemos diversas respostas de bispos e nos sentimos muito incentivados", disse Friedrich. "O Bispo aposentado Francis Quinn de Sacramento, Califórnia, disse que ele apoia a campanha de todo coração, e o Cardeal Adam Maida de Detroit, que defende a volta às Sextas-Feiras sem carne, escreveu dizendo que ele não tinha considerado a parte animal da equação, e agradeceu termos chamado sua atenção para isso e que ele faria orações para isso". Entretanto, o Monsenhor Timothy Thorburn, chanceler da Diocese Católica de Lincoln , disse que "não é opinião da Igreja Católica que Jesus era vegetariano. Ele teria participado na ceia pascal, que incluiu um carneiro. Certamente nada na tradição sagrada afirmaria que Jesus era vegetariano. Os católicos têm liberdade de serem vegetarianos, mas nós não afirmamos de forma alguma que seja imoral comer carne ou sacrificar animais para servirem de alimento". Dois vegetarianos locais externaram seu apoio à campanha, enquanto um estudioso da Bíblia questionou sua base escritural.

Angela Cox, uma vegana que trabalha na Open Harvest Natural Foods Grocery, vê uma base religiosa para o vegetarianismo. "Eu acredito que Deus colocou os animais nesta Terra para nós cuidarmos, não para explorarmos, maltratarmos e tratarmos com crueldade". Mas ela questionou se o apelo de Jesus iria influenciar os cristãos a desistirem de seus bifes e costeletas de porco. Ela espera um alvoroço dos cristãos que se opõem a novas interpretações da Bíblia. "As pessoas vão dizer, "Não toquem em nossa fé". Shari Schwartz, membro de Lincoln do PETA, que era Adventista do Sétimo Dia, notou que os Adventistas há muito vêm defendendo uma dieta sem carne como sendo mais saudável. "Eu entendo que o ponto forte do PETA são as campanhas realmente boas na mídia. Espero que os painéis de Jesus não ofendam ninguém". Vern Steiner, estudioso da Bíblia que lidera o Instituto Miqra na First Evangelical Free Church, disse que ele não conhece nenhuma evidência bíblica para a idéia de que Jesus era vegetariano. Ele notou que em Marcos 7:19, no Novo Testamento, Jesus declara que todos os alimentos são limpos.

Steiner acredita que as referências aos peixes em diversos lugares nos evangelhos sugerem que Jesus realmente comia peixe, apesar de que não há referências a que ele comesse nenhuma outra carne. Não há evidência de que a palavra deveria ter sido traduzida como "fishweed", completa Steiner.

"Não quero comentar sobre os méritos relativos de sua causa, mas apelar para Jesus não é uma escolha aceitável", ele disse. "Poderia ser contraprodutivo.... Ele certamente não pregou (especificamente) contra o consumo de carne". Friedrich concordou que muitos estudiosos da Bíblia discordam dessa interpretação, mas ele notou que os estudiosos através da história têm usado a Bíblia para apoiar "toda sorte de atrocidades", da escravatura aos massacres.


BOB REEVES Lincoln Journal Star

Cortesia PETA

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Preguiça Baiana

DOUTORADO NA PUC - TEMA: 'PREGUIÇA BAIANA'


'Preguiça baiana' é faceta do racismo. A famosa 'malemolência' ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na PUC. A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos.
A tese, defendida no início de setembro pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de 'festa eterna'.
Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais trabalha. Como 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, as festas são uma oportunidade de trabalho. 'Quem se diverte é o turista', diz a antropóloga. O objetivo da tese foi descobrir como a imagem da preguiça baiana surgiu e se consolidou. Elisete concluiu, após quatro anos de pesquisas históricas, que a imagem da preguiça derivou do discurso discriminatórios contra os
negros e mestiços, que são cerca de 79% da população da Bahia. O estudo mostra que a elevada porcentagem de negros e mestiços não é uma coincidência. A atribuição da preguiça aos baianos tem um teor racista.

A imagem de povo preguiçoso se enraizou no próprio Estado, por meio da elite portuguesa, que considerava os escravos indolentes e preguiçosos, devido às suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço (como trabalhar bem-humorado em regime de escravidão??? ?). Depois, se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir das migrações da década de 40. Todos os que chegavam do Nordeste viraram baianos. Chamá-los de preguiçosos foi a forma de defesa encontrada para denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos (muito mais paraibanos do que propriamente baianos), taxando-os como desqualificados, estabelecendo
fronteiras simbólicas entre dois mundos como forma de 'proteção' dos seus
empregos.


Elisete afirma que os próprios artistas da Bahia, como Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Gilberto Gil, têm responsabilidade na popularização da imagem. 'Eles desenvolveram esse discurso para marcar um diferencial nas cidades industrializadas e urbanas. A preguiça, aí, aparece como uma especiaria que a Bahia oferece para o Brasil', diz Elisete. Até Caetano se
contradiz quando vende uma imagem e diz: 'A fama não corresponde à realidade. Eu trabalho muito e vejo pessoas trabalhando na Bahia como em qualquer lugar do mundo'.

Segundo a tese, a preguiça foi apropriada por outro segmento: a indústria do turismo, que incorporou a imagem para vender uma idéia de lazer permanente 'Só que Salvador é uma das principais capitais industriais do país, com um ritmo tão urbano quanto o das demais cidades.'
O maior pólo petroquímico do país está na Bahia, assim como o maior pólo industrial do norte e nordeste, crescendo de forma tão acelerada que, em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na América latina. Para tirar as conclusões acerca da origem do termo 'preguiça baiana', a
antropóloga pesquisou em jornais de 1949 até 1985 e estudou o comportamento dos trabalhadores em empresas. O estudo comprovou que o calendário das festas não interfere no comparecimento ao trabalho. O feriado de carnaval na Bahia coincide com o do resto do país. Os recessos de final de ano também. A única diferença é no São João (dia 24 /06), que
é feriado em todo o norte e nordeste (e não só na Bahia). Em fevereiro (Carnaval) uma empresa, cuja sede encontra-se no Pólo Petroquímico da Bahia, teve mais faltas na filial de São Paulo que na matriz baiana (sendo que o n° de funcionários na matriz é 50% maior do que na filial citada).
Outro exemplo: a Xerox do Nordeste, que fica na Bahia, ganhou os dois prêmios de qualidade no trabalho dados pela Câmara Americana de Comércio (e foi a única do Brasil).

Pesquisas demonstram que é no Rio de Janeiro que existem mais dos chamados 'desocupados' (pessoas em faixa etária superior a 21 anos que transitam por shoppings, praias, ambientes de lazer e principalmente bares de bairros durante os dias da semana entre 9 e 18h), considerando
levantamento feito em todos os estados brasileiros. A Bahia aparece em 13° lugar.
Acredita-se hoje (e ainda por mais uns 5 a 7 anos) que a Bahia é o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado. O investimento industrial e turístico tem atraído muitos recursos para o estado e inflando a economia, sobretudo de
Salvador, o que tem feito inflar também o mercado financeiro (bancos,financeiras e empresas prestadoras de serviços como escritórios de advocacia, empresas de auditoria, administradoras e lojas do terceiro setor).

domingo, 10 de outubro de 2010

Propriedade de animais


Os direitos dos animais estão sendo cada vez mais discutidos, e seus militantes defendem os mais diversos pontos de vista. O sociólogo Roger Yates é um defensor dos animais desde os anos 70 e recentemente se juntou ao Abolicionismo, uma das vertentes mais radicais do movimento. Eles defendem o fim de toda propriedade humana sobre os animais e o pacifismo como forma de luta. Ele explicou suas idéias numa entrevista à Galileu:

Você é um sociólogo. Como a sociologia pode nos ajudar a entender a questão dos animais?
A sociologia nos ajuda a entender como tratamos os animais porque ela olha a sociedade e pensa suas atitudes. Ela olha o modo como as pessoas se adaptam às regras e valores, o modo como somos levados a olhar de modo diferente os humanos e não-humanos. Nós ensinamos nossas crianças que é certo usar os animais, mas sem causar sofrimento desnecessário. A sociologia nos ajuda a entender o especismo: porque pensamos que somos mais importantes, porque valorizamos as vidas de formas diferentes.


Então a gente não é mais importante que os animais?
Precisamos ver o quanto racionalizamos nossa importância. Os não-humanos querem viver o tanto quanto a gente, é um mal matar um animal e há um senso de igualdade quando comparamos nossas vidas. Somos treinados socialmente a resistir a essa ideia e achá-la tola e sentimental.

A resposta então é o Abolicionismo?
O Abolicionismo está deslanchando, se tornando um movimento substancial nos EUA e na Europa. É uma idéia nova, que existe há uns cinco anos. È diferente dos movimentos dos anos 70, 80 e 90; uma versão radical dos movimentos pelo bem-estar animal e pela libertação dos animais. Por exemplo, defendemos o veganismo, não o vegetarianismo. É um movimento que foi inspirado pelas idéias de Gary Francione.

Quais deveriam ser os direitos dos animais?
Falamos simplesmente de um direito: o direito a não ser uma propriedade. Podemos destrinchá-lo em outros: o direito à integridade, a não sofrer, a ser deixado sozinho sem a interferência humana. Moralmente, devemos lembrar que não podemos ser seus donos. Quando vemos uma árvore, tendemos a pensar que ela é nossa. Isso vem da teologia, porque pensamos que o mundo é nosso, foi dado pra gente por Deus. O que penso é que existem outros seres que têm tanto direito à Terra quanto a gente.

Você disse que é vegan. Porque não um vegetariano?
Nós vemos muito criticamente o consumo de derivados de leite. Há tanto sofrimento numa fazendo de gado leiteiro quanto numa de gado para corte. Um vegetariano que come muitos laticínios esta causando mais mal do que alguém que come carne, mas poucos derivados de leite. Acho que isso tem muito a ver com pressão social e amigos. Se você se apresenta como vegetariano, não parece tanto um louco do que quando você é um vegan.

O que você pensa sobre os animais domésticos?
O problema com esses animais é que nós os geramos e selecionamos sua raça. Alguns animais de pedigree não podem fazer sexo, seus olhos caem, têm problemas horríveis de esqueleto por causa de seu formato. Nossa técnica de cruzamento de cães tem causado muitos problemas para eles: cachorros muito pequenos, muito grandes, cachorros que têm problemas de pele. Se você olhar para os animais de pedigree, verá uma situação de pesadelo.

E temos o direito de ser donos desses animais?
Acho que não. Muita gente pensa que nossa relação com os animais é simbiótica e que não há problema, mas a instituição de possuir um animal já é problemática. Eu sei que é uma das questões mais complicadas dos direitos dos animais, porque é um tanto radical. Eu não quero banir nada, quero uma mudança de consciência. É um tanto utópico, os direitos animais são baseados numa mudança cultural.

Devemos fazer o que então? Abandonar nossos cães e gatos?
É obvio que devemos cuidar dos que já existem, mas não deveríamos produzir mais. Você pode dizer que é uma questão de oferta e demanda. Quando a demanda diminuir, a oferta vai diminuir também. Porque a criação de animais virou um negócio, existem muitos criadores por aí.

Mas hoje em dia os cachorros só sobrevivem em convivência com humanos.
É por isso que eles deveriam diminuir aos poucos. É claro que alguns animais até podem existir livremente sem nossa interferência, mas esse não é o caso de Poodles e Chihuahas. Temos que pensar nesse problema que criamos, e o primeiro passo é mostrar para as pessoas que é um problema.

Qual seria a relação perfeita entre homem e animais?
Precisamos entender que temos responsabilidades com eles, e, obviamente, eles não têm responsabilidades conosco. Devemos respeitá-los como possuidores de direitos. No momento estamos fundando essa nova relação entre humanos e animais, somos pioneiros. Muitas pessoas se frustram com a demora das mudanças sócias. Eu, como sociólogo, entendo que a mudança é geracional. As pessoas têm que estar acostumadas às novas ideias antes de aceita-las. Meu trabalho é fazer essa fundação, para que os que vierem depois de mim façam seu trabalho.

Porque você foi preso nos anos 80?
Eu era assessor de imprensa da Animal Liberation Front, que se envolveu em uma situação ilegal [parte do grupo passou a sabotar lojas que negociavam peles de animais]. Eu não estava envolvido, mas houve um movimento das autoridades de atacar o pessoal da imprensa. Foi uma daquelas situações esquisitas onde aqueles que escreveram sobre situações ilegais pegaram mais tempo de cadeia do que aqueles que as praticaram. É o modo de os agentes lidarem com movimentos mais radicais, tentam silenciá-los. Foi um dos primeiros julgamentos sobre os direitos dos animais.

Você só luta pelos direitos dos animais?
Eu estive envolvido em movimentos tanto pelos direitos dos animais quanto pelos humanos. Sempre me envolvi em movimentos contra o tráfico de humanos e a escravidão moderna, isso é que mais me incomoda. Se as pessoas ainda desrespeitam os direitos dos outros homens, isso explica nossa incapacidade de respeitar os animais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Doação de medula óssea


Aproveitando o embalo da doação de sangue, acho que é preciso difundir a idéia da doação de medula. É incrível quantas pessoas ainda sabem muito pouco sobre isso e tem muito medo. Então aqui vai um passo a passo sobre a doação.


• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.

• Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.

• Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.

• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.

• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!

• Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.

• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.

• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.

• É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3970-4100 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.

Caso você decida doar

1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

2. Onde e quando doar
É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 2506-6064.

3. Como é feita a doação
S
erá retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.

Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.

Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.

Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Importante
Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME: (21) 3970-4100 / redome@inca.gov.br.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

sábado, 18 de setembro de 2010

Verdade sobre experiência em animais


Grande parte de nossa sociedade acredita na necessidade incondicional das experiências em animais. Essa crença baseia-se em mitos, não em fatos e esses mitos precisam ser divulgados para evitar a implosão de um sistema pseudo-científico.

Sem esses mitos, seria evidente que as experiências em animais não ajudam a humanidade, mas causam prejuízos imensos ao animal e ao homem.

Em nosso próprio interesse precisamos analisar os mitos em que se baseia o sistema de pesquisas com animais, pois não se trata apenas de aceitar um mal necessário. O sistema de experiências em animais pertence --- assim como a tecnologia genética ou o uso da energia atômica --- a um sistema de pesquisas e exploração que despreza a vida.

Com ele cavamos uma sepultura para a ecosfera e para nós mesmos. A morte das florestas, o buraco de ozônio, o efeito estufa, as alterações climáticas, os mares contaminados, a matança de focas, AIDS - tudo isso são sinais visíveis, mas afastamos o conhecimento das causas e somos incapazes de agir. Para sobreviver precisamos compreender como tudo está interligado e perceber que a utilização de milhões de animais sensíveis como objeto de exames e instrumentos descartáveis de medição nunca conduzirão à nossa cura, mas apenas à nossa autodestruição crescente. Vamos examinar a rede de mitos que cerca as experiências em animais.


1º Mito – O conhecimento médico está baseado em experiências com animais

Sempre nos fazem crer que a verdadeira arte médica só começou há cerca de 100 anos, com a quimioterapia. Isso é falso: em todas as épocas houve médicos excelentes que realmente conseguiam ajudar; em todas as épocas houve academias famosas realmente ensinando a arte da cura.

As bases do conhecimento médico clássico não eram pesquisas em animais, embora estas já existissem, em pequenas proporções, há milênios. Essencial era a observação de homens e animais doentes e sadios. Também a maior parte do nosso conhecimento médico moderno não se baseia em experiências com animais ou, então, foi apenas confirmado posteriormente por essas experiências. Muitas substâncias eficazes à base vegetal e também medicamentos como o ácido acetilsalisílico (contra febre) ou fenobarbital (para epilepsia) foram descobertos sem experiências em animais.

A maioria das técnicas cirúrgicas habituais não foram desenvolvidas em animais.


2º Mito: Foram as experiências em animais que possibilitaram o combate às doenças e, desta forma, permitiram aumentar a vida média.

Esse mito padrão daqueles que apóiam as experiências com animais é falso! O aumento da expectativa de vida deve-se, principalmente, ao declínio das doenças infecciosas e à conseqüente diminuição da mortalidade infantil. As causas desse declínio foram melhores condições de saneamento, uma tomada de consciência em questões de higiene e uma melhor alimentação - não foi a introdução constante de novos medicamentos e vacinas. Da mesma maneira, os elevados coeficientes de mortalidade infantil no Terceiro Mundo podem ser atribuídos a problemas sociais, à pobreza, à desnutrição, etc... - não à falta de medicamentos ou vacinas.


3º Mito: A pesquisa médica só é possível com experiências em animais

Há algumas décadas, o conceito de métodos alternativos não existia. Ainda recentemente nos explicavam que o teste DL-50% (para determinar a dose letal) e outras atrocidades eram indispensáveis. Os cientistas declaravam unânimes que só o animal ileso poderia demonstrar o efeito dos medicamentos. Atualmente as declarações são mais cuidadosas. A indústria está explicando, constantemente, quantos animais já substituíram, quanto já diminuiu o consumo de animais e como é perfeitamente possível renunciar ao DL-50%. Em muitas áreas estão utilizando métodos alternativos, processos in-vitro com culturas celulares, microrganismo, etc, cujos resultados superam de longe as provas fornecidas pelas experiências em animais.

Esse desenvolvimento mostra como - através da pressão da opinião pública - é possível conseguir que não se façam experiências com animais.

Percebemos também, que muito daquilo que era considerado parte incontestável da medicina moderna, pode ser, tranqüilamente, substituído em poucos anos.


4º Mito: Experiências em animais são necessárias porque as doenças mais importantes ainda não têm cura.

Apesar das excessivas experiências em animais, as doenças mais importantes não foram modificadas, não se tornaram mais curáveis. Esse fato mostra exatamente o pouco que as experiências em animais podem contribuir para a erradicação das doenças humanas. A conseqüência lógica não pode ser a ampliação da pesquisa em animais e sim, esforços redobrados visando o controle, a profilaxia e a pesquisa das causas das doenças. Não há mais dúvidas de que nós mesmos causamos a maioria das doenças, através de alimentação errada, dependência de substâncias tóxicas, stress, etc.

Estudos amplos com vegetarianos comprovaram há tempo que uma alimentação mais saudável reduz o risco de câncer, diminui a probabilidade de doenças cardiovasculares e aumenta a expectativa de vida.


5º Mito: Experiências em animais são necessárias para afastar a ameaça de novas doenças.

Uma típica nova doença ameaçadora é a AIDS.

A pesquisa da AIDS é um ótimo exemplo de pesquisa moderna que pode acumular consideráveis conhecimentos em pouco tempo, e sem usar experiências em animais. Os progressos na pesquisa da AIDS não se baseiam em experiências em animais, mas na epidemiologia, na observação clínica dos doentes e nos estudos in-vitro com culturas celulares.


6º Mito: Os riscos de novos medicamentos e vacinas só podem ser determinados por meio de experiências em animais.

Medicamentos importantes foram descobertos antes da era das experiências em animais, que ainda hoje estão em uso. Fica cada vez mais claro que a transferência de resultados toxicológicos do animal para o homem não tem sentido. Existem cada vez mais métodos expressivos que dispensam as experiências em animais. Testes toxicológicos como o DL-50% ou o estudo de irritação dos olhos do coelho (Teste Draize) são - também segundo diversos cientistas - rituais de extrema crueldade que nada têm a ver com ciência. Ainda mais difíceis de serem transferidos para o homem são os resultados de pesquisas nas quais fazem penetrar em diversos animais, por ingestão ou injeção, grande quantidade de substâncias experimentais durante um tempo prolongado. Não convém esquecer que o risco final é sempre do homem; mas, na medida em que experiências em animais aparentam segurança, o homem é levado ao uso descuidado de novas substâncias. Isso aumenta o risco ainda mais.


7º Mito: Experiências em animais não prejudicam a humanidade.

Experiências em animais atribuem segurança aparente a medicamentos e a novas substâncias, embora de forma alguma seja possível avaliar essa segurança. A tragédia com a Taliodomida é conhecida. Aproximadamente um terço de todos os doentes com problemas renais que fazem diálise (ou esperam pela doação de um rim) destruíram sua função renal tomando analgésicos considerados seguros após experiências em animais. Todos os medicamentos retirados do mercado por exigência dos órgãos de saúde foram testados em experiências com animais. Um outro exemplo: o perigoso “buraco de ozônio” sobre a Antártida é causado pelos CFC (clorofluorcarbonetos), que foram considerados seguros após experiências químicas e, também, com animais. A noção errônea de segurança levou à produção e à disseminação desenfreada dessas substâncias, que agora ameaçam a biosfera do nosso planeta.

Experiências em animais, na realidade, tornam as atuais doenças da civilização ainda mais estáveis. A esperança por um medicamento descoberto por meio das pesquisas com animais destrói a motivação para tomar uma iniciativa própria e para mudar significativamente o estilo de vida. Enquanto nos agarramos à esperança de um novo remédio contra o câncer, as doenças cardio-vasculares, etc, nós mesmos - e todo o sistema de saúde - não estamos suficientemente motivados para abolir as causas dessas enfermidades, ou seja o fumo, as bebidas alcoólicas, a alimentação errada, o stress, etc.

Experiências em animais destroem a consciência em relação às espécies, à interdependência e aos ciclos na natureza. Quem é capaz de julgar as conseqüências que os animais manipulados pela biotecnologia trarão para a natureza ? Quem é capaz de avaliar a conseqüência de uma fuga de ratos patenteados com câncer, ratos com AIDS, etc?

Durante milhões de anos de evolução, a natureza deu prioridade à saúde e à capacidade de adaptação dos animais. Nós, homens, produzimos animais com doenças congênitas, aperfeiçoados para fins científicos e comerciais.

Ao sistema de pesquisa científica baseado em experiências com animais cabe grande parte da responsabilidade pela crise profunda em que se encontra, sob todos os pontos de vista, a medicina moderna. A medicina atual é cara demais; em muitas áreas é francamente perigosa e - para as doenças realmente importantes da época - é ineficaz. Esses três aspectos estão intimamente relacionados e têm como ponto de partida a visão do homem (uma espécie de biomáquina) desenvolvida a partir de experiências em animais.

Um dos piores danos causados pelas experiências em animais consiste no embrutecimento da cultura médica. Sem levar em conta que a experiência com o homem, o princípio das experiências com animais está afastando a medicina cada vez mais da arte de cura e empurrando-a para uma medicina que conserta e coloca peças. Não precisamos retratar as doenças como algo positivo, mas enquanto encaramos a doença apenas como defeito a ser tecnicamente consertado, perdemos a possibilidade de questionar o sofrimento humano.

Perdemos toda possibilidade de aceitar a doença como algo que tem um sentido, algo pelo qual precisamos passar.


8º Mito: O animal não sofre durante a experiência.

O sofrimento do animal usado nos experimentos já começou bem antes da experiência, quando é confinado, criado e transportado em condições totalmente estranhas à espécie. Não existem experiências toxicológicas inofensivas para o animal! Gostaria de saber como experiências toxicológicas - durante as quais os animais são envenenados de forma mais ou menos rápida - podem decorrer sem tortura e dor. Não existe experiência nas áreas de toxicologia, cirurgia, radioterapia, etc, sem sofrimento terrível para o animal atingido! Ainda hoje a experiência representa para o animal um sofrimento terrível, que normalmente só termina com a morte.


9º Mito: Somente os especialistas sabem avaliar a necessidade, a validade e a importância das experiências em animais.

O mito de que leigos, por falta de conhecimento especializado, não podem opinar sobre experiências em animais proporcionou, durante dezenas de anos, um campo livre para os vivisseccionistas. Eles têm enorme interesse em trabalhar sem serem observados e incomodados por um público crítico. As experiências em animais, assim como a criação de animais confinados, ou a criação de animais para comércio de peles são praticadas com um número infinito de torturas porque os políticos, os legisladores, os teólogos, os filósofos e, principalmente, o homem comum não têm noção do que acontece ou, então, têm uma idéia totalmente errada do sofrimento e da miséria desses animais.

Nos últimos anos, porém, os muros do silêncio vêm sendo progressivamente derrubados pela imprensa, pelo rádio e pela televisão. Além disso, os últimos anos trouxeram mudanças importantes: os leigos são apoiados por especialistas e por associações médicas e leigas, nacionais e internacionais, que rejeitam as experiências em animais.

Deixar que os próprios pesquisadores julguem a necessidade e a importância das experiências em animais é semelhante a um parecer sobre alimentação vegetariana feito por uma associação de açougueiros ou a um relatório sobre o significado da energia nuclear elaborado pelos fornecedores de usinas nucleares. Não serão justamente aqueles que estão engajados no sistema de experiências em animais que irão questionar a vivissecção!

De forma alguma é necessário ser um especialista para derrubar este nono mito: apesar de milhões de animais torturados e mortos, a vivissecção não conseguiu obter um resultado frente às epidemias do nosso tempo.


10º Mito: Não é possível abolir as experiências com animais.

Esse mito, sempre apresentado pelos defensores da vivissecção, é um dos pilares que sustentam o sistema das experiências em animais. A afirmação de que as experiências em animais possam, quando muito ser reduzidas a um “mínimo indispensável”, mas jamais completamente abolidas, nos paralisa. Leva a discussões intermináveis, despidas de sentido, sobre a extensão e o tipo de experiências que podem ser substituídas ou descartadas. Esse é um dos motivos pelos quais o movimento dos opositores está tão dividido. Na questão da abolição das experiências, deveríamos verificar como outros erros históricos foram vencidos.

Hoje está claro que a caça às bruxas, a exploração sem clemência dos escravos, a separação desumana de raças constituem crimes que não podem ser eliminados pela redução do número de vítimas, ou por etapas. Só podem ser eliminados por mudanças fundamentais, associadas à uma tomada de consciência. Assim, também a vivissecção precisa ser eliminada em sua totalidade, como um caminho prejudicial inaceitável.

As chances de alcançarmos esse objetivo (a abolição das experiências em animais) são hoje maiores do que nunca. O movimento contra vivissecção é visto cada vez mais como parte do movimento ecológico, que se preocupa com os danos gigantescos que o homem comete em sua prepotência. Adversários das experiências em animais estão se aliando a grupos que enfrentam a engenharia genética, criação de animais confinados, a criação de animais para comerciar pele, a morte das florestas ou os perigos da energia nuclear. Todos eles procuram impedir a exploração desenfreada da natureza e concebem o nosso ecossistema como algo muito delicado, uma rede interligada de múltiplas formas.

É muito importante que a motivação para combater as experiências em animais se transforme cada vez mais. Enquanto, antigamente, o animal e o horrendo tratamento estavam no centro da discussão, hoje aumenta a consciência de que o próprio homem é o maior prejudicado com a exploração egoísta do animal. O confinamento dos animais de corte significa, em primeiro lugar, uma terrível tortura para eles, mas logo levou a um aumento considerável das doenças provocadas pela alimentação. As possibilidades da engenharia genética mostram, em primeiro lugar, um inacreditável sangue-frio em relação aos animais manipulados, mas em seguida tornou-se uma ameaça complexa ao equilíbrio ecológico e, através disso, à própria existência do homem.
Assim, hoje entendemos cada vez melhor que a experiência em animais, além de representar um enorme sofrimento para a vítima, contribui - devido a todas as conseqüências -para a autodestruição do homem.

Se o homem não consegue adquirir um novo nível de consciência da interdependência e das interligações dentro da natureza para desistir voluntariamente de surpresas desagradáveis como a vivissecção, a engenharia genética, a energia atômica...a natureza vai se encarregar de eliminar o homem definitiva e irreversivelmente junto com suas experiências em animais ! Ainda existe escolha. Ainda existe a possibilidade de pôr um fim à exploração desenfreada do planeta com todos seus seres , de abolir a vivissecção em seu próprio interesse!


Conclusão:

A experiência em animais não representa apenas um método cruel, e por isso mesmo antiético, mas é também destituído de validade científica. No interesse do homem e do animal, precisa ser abolida o mais rápido possível e substituída por métodos racionais e humanos!




Fonte: Resumo de trabalho apresentado em Simpósio realizado em Genebra pela Liga Internacional de Médicos pela Abolição das Experiências em Animais, por Bernhard Rambeck, diretor do Departamento Bioquímico da Sociedade de pesquisa em Epilepsia, Bielefeld, Alemanha. É autor de inúmeros trabalhos científicos no campo da bioquímica e da farmacologia clínica. Em sua opinião, a maneira mecanicista de pensar das atuais biociências impede qualquer real desenvolvimento da Medicina e da Biologia. Desde 1985, Rambeck dedica-se sobretudo ao estudo das experiências em animais que estão prejudicando o homem e trazendo sofrimento infinito aos animais.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mitos do vegetarianismo



Baseado em um artigo de Carol Wiley para a Vegetarian Times



Grande Mito Número Um de Todos os Tempos: Vegetarianos não obtêm proteína o bastante.

Realidade: Vegetarianos obtêm bastante proteína. O que os vegetarianos não obtêm - a menos que se entupam de queijo e ovos - é a proteína em excesso, já tradicional na dieta comum, um excesso que leva à sobrecarga nos rins e doenças decorrentes de deficiência mineral, como a osteoporose. O que nos leva ao ...

Grande Mito Número Dois: Vegetarianos (e especialmente os vegans) não obtêm
cálcio o bastante.

Realidade: Seus amigos não-vegetarianos estão realmente preocupados com isso pois, afinal de contas, seus dentes vão cair porque você não toma leite e eles não vão querer andar com um(a) banguela. Mas os vegetarianos e vegans não apenas obtêm cálcio o bastante, como também absorvem mais cálcio do que as pessoas sob dietas comuns de muita proteína. Isso acontece porque a proteína em excesso inibe a absorção de cálcio.


Mito "Mas galinha você come, não come?": Vegetarianos comem peixe e frango.

Realidade: Eles não comem (E por falar nisso, quem inventou esses termos paradoxais como "pisci-", "pesco-" ou "pisco-vegetariano" ou "polo-vegetariano" ?) Para muitas pessoas que estão tentando se tornar vegetarianos, o peixe e o frango podem ser alimentos de transição, mas não são alimentos vegetarianos. Antes que nos acusem de estarmos julgando os outros, compreenda que isso é questão de definição. Muitas situações constrangedoras poderiam ser evitadas se todo mundo entendêsse que a palavra "vegetariano" significa alguém que não come carne, peixe ou frango. Imagine um jantar na casa do chefe, e a esposa dele preparou um pescado à fiorentina só para você - esse tipo de situação ...

Mito "Eles amam os animais": Todos os vegetarianos são ativistas pelos direitos dos animais.

Realidade: De acordo com a nossa pesquisa, a maioria se torna vegetariana por motivos de saúde; a segunda razão mais comum é pelos animais. Nem todos nós lutamos contra o uso de peles, mas cada um de nós ainda poupa muitos animais.

Mito Hippie: Vegetarianos são os hippies restantes dos anos 60 que praticavam religiões orientais esquisitas e a qualquer minuto vão voltar para o retiro espiritual.

Realidade: Até há alguns. Ao mesmo tempo que há vegetarianos que meditam em posição de lótus todos os dias, também há os que trabalham no mercado financeiro e que amam cada minuto capitalista de sua vida. Há até os vegetarianos que escolhem a carreira militar. O fato é que há mais tipos de vegetarianos do que marcas de automóvel. Certamente alguns gostariam de retornar para uma vida no campo, mas isso estragaria as unhas feitas das mulheres vegetarianas, o que nos leva ao ...

Mito do Feminismo: A maioria dos vegetarianos é de mulheres.

Realidade: É verdade. A maioria dos vegetarianos é de mulheres. Mas notemos que os homens da nossa sociedade ainda não são machos o suficiente para serem vegetarianos. A ingestão da carne é relacionada com masculinidade e virilidade (se fosse só isso Viagra estaria encalhado); valores como a não-violência e gentileza são percebidos como femininos. Mas não mencione isso perto do fisiculturista Andreas Cahling ou os poucos milhões de outros homens vegetarianos.

Mito do Esquerdismo: Todos os vegetarianos são de esquerda.

Realidade: Ayatollah Khomeini, um vegetariano, dificilmente poderia ser considerado de esquerda. A verdade é que os vegetarianos estão espalhados por todo o espectro político. Em uma pesquisa nossa muito informal e a-cientîfica, mais dos nossos leitores disseram ser de esquerda do que de direita.

Mito dos Fanáticos por Saúde: Vegetarianos seguem as dietas da moda, mantêm os laboratórios de vitamina ricos, vão à lojas de produtos naturais e só comem algas, tofu e granola.

Realidade: Alguns vegetarianos tomam suplementos de vitamina e outros nem conseguem mais se lembrar de quando foi o último suplemento que tomaram. A maioria de nós já comeu tofu, granola ou algas uma vez ou outra, e já visitou uma loja de produtos naturais. Também há aqueles para os quais um pacote de Miojo com Parmesão e uma Coca-Cola é uma boa. Depende do indivíduo.

Mito do Risco: Vegetarianos não obtêm uma dieta equilibrada. Eles arriscam sua saúde pelos seus princípios.

Realidade: um estudo recente demonstra que em qualquer dia, a maioria das pessoas não come um único vegetal. E o que é pior, desses que comem um único vegetal, a maioria come batatas (fritas, é claro). Não há nada errado com batatas, mas isso indica que a maioria das pessoas não come mais do que carne e batatas. Agora, quem é que disse que os vegetarianos não comem uma dieta equilibrada ?

Mito da Combinação de Proteínas: Vegetarianismo é muito complicado. Tem que ficar combinando os alimentos para obter toda a proteína e nutrientes necessários e depois passar horas na cozinha preparando a comida.

Realidade: A teoria combinação de proteínas já foi desbancada. E preparar uma refeição vegetariana não leva mais tempo do que uma refeição de carne, e muitas vezes leva ainda menos tempo - pergunte a quem já fez um assado de frango ou peru.

Mito do "Eles não podem comer fora": Vegetarianos nunca comem em restaurante e não se pode convidá-los para almoçar ou jantar.

Realidade: Embora existam pessoas que não se possa levar a lugar nenhum, os vegetarianos não estão nessa categoria. Existem vários restaurantes típicos ou não que servem arroz com feijão, falafel, massas com molhos de tomate entre outras coisas. Se tudo isso falhar, dificilmente um restaurante vai deixar de preparar uma salada ou um prato de vegetais cozidos no vapor. É verdade que não dá para levar um vegetariano para comer um hambúrguer. Mas convidá-los para jantar não deveria ser um problema. Durante séculos, muitas culturas têm sido vegetarianas; certamente haverá um prato em toda a História que possa ser preparado para um amigo(a) vegetariano(a).

Mito do Crianças-precisam-de-Carne: Vegetarianismo é para adultos, mas crianças precisam de carne para crescer.

Realidade: Não, elas não precisam. E crianças não precisam de ovos e nem de leite e derivados. Vários estudos comprovam isso.

Mito da Saúde: Vegetarianos vivem doentes. Ou o oposto: Vegetarianos nunca ficam doentes.

Realidade: A primeira vegetariana do tipo doente que encontrei, me disseram que ela ficaria bem se comesse um bife de vez em quando. Anos depois eu descobri que o problema dela não tinha nada a ver com dieta. Como os que comem carne também, alguns vegetarianos ficam doentes enquanto outros nunca ficam doentes. No entanto, em geral, os vegetarianos são muito menos sujeitos às doenças do excesso - ataques do coração, câncer de seio, osteoporose - que atingem a civilização ocidental, porque essas doenças são
resultados da dieta de alto nível de proteína e gordura. Contudo, a maioria dos vegetarianos ainda pega uma gripe ocasional.

E finalmente, o Mito dos "Vegetarianos-são-fanáticos-intolerantes": Vegetarianos julgam os outros e discutem vegetarianismo com qualquer um a qualquer hora em qualquer lugar.

Realidade: Certo, nós colocamos esses assassinos de animais insensíveis que não sabem de nada na defensiva. Mas como se pode continuar a comer carne quando volta e meia somos informados de como os animais são maltratados, como o consumo da carne pode prejudicar nossa saúde e como a produção da carne destrói o meio-ambiente, ... ops, me deixei levar...

sábado, 4 de setembro de 2010

Vídeos de UFO's

Esses dias assisti um documentário na casa de um amigo. As coisas que mostram ali são realmente IMPRESSIONANTES.
Assumo que não sou um dos que tem paciência para ver algo em três... quatro... dez partes, mas este me chamou muito a atenção.
Querem uma recomendação? Assista tudo! Nem que seja uma parte por dia. Houve momentos que arrepiei assistindo.
O que você acha? Eles existem? Têm a forma humana como nós? Andam por aqui?


sábado, 14 de agosto de 2010

11 de Setembro.



O que você realmente sabe sobre o 11 de setembro? Será que o que vocês irão ver é uma grande teoria conspiratória bem bolada ou o que foi bem planejado aqui, foi este "atentado"?
Devemos acreditar no que o governo disse ou uma farsa assim é séria demais mesmo para a crueldade humana?
Não vou me alongar. O vídeo fala por si. Espero que o objetivo seja cumprido. Não de impôr que houve uma farsa, mas de fazer com que vocês lembrem-se SEMPRE de: Nunca acreditar em tudo.
É sempre bom ler várias fontes e tomar uma decisão.
A pergunta que sempre fica no ar é : O que sabemos sobre verdade absoluta?



Obs: Peço desculpas pela qualidade da legenda do vídeo. Não encontrei outro que mostrasse exatamente aquilo que eu queria, sem que eu precisasse que vocês assistissem 12 ou 13 partes do documentário.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Satanismo( ? )


Vou fazer deste tópico, algo diferente.
Como deixei claro desde o começo do blog, não sou dono da verdade. Através do blog, eu também acabo aprendendo, pois pesquiso coisas para poder compartilhar com vocês. Então hoje, no meio de algumas pesquisas encontrei assuntos sobre satanismo. De repente pensei: Será que satanismo é realmente o que a maioria imagina ser? Será que o satanismo é tão ruim assim ou teve sua real intenção manchada por outras crenças?
Eu quero pedir a vocês que acompanham o blog, encarecidamente, que não tomem o que será postado aqui como algo que eu compartilho, ou opinião pessoal. Repito, é um blog de ver as coisas "por um outro ângulo". Talvez a matéria aqui descrita seja também parcial e falsa, talvez não.
Para entender melhor, darei um exemplo:
Eu uma vez fui na livraria( minha visão do paraíso) e achei um livro interessante e com capa bonita falando sobre a história da bruxaria. Comprei. Mas acabei não lendo tudo e passei o livro pra frente( e a pessoa que recebeu também não conseguiu ler). O motivo?? Além de mal escrito e com idéias erradas, existia uma foto de uma mulher, com a legenda: CRIADORA DA BRUXARIA.
Para quem conhece um MÍNIMO, sabe que é impossível ter ali "a criadora" da bruxaria.
Entendem o que quero dizer?? Apenas leiam o post como uma ferramenta para chegar a alguma conclusão final. Eu mesmo, após postar isso, irei pesquisar outras opiniões(e conversar com um amigo) sobre tal assunto.
Peço desculpas pela longa explicação, mas é melhor assim.
É um texto longo, mas esqueça a preguiça de ler.
Divirtam-se com a cultura.




A primeira declaração oficial na qual se reconhecia a existência do satanismo produziu-se na corte em 12 de Julho de 1680, em Paris, durante o reinado de Luís XIV, quando Madame Montespan, amante do rei, reconheceu que efectuava missas negras consagradas ao Diabo. Para não perder os favores do rei não hesitou em sacrificar crianças recém-nascidos na celebração das missas negras e consagrar o seu sangue a Satanás.

O próprio corpo nu da favorita do real servia de altar nos sacrifícios. Os povos e as tribos mais antigas do mundo, e muito especialmente os persas, acreditavam na existência de um Deus bom e de um mau. Com o passar do tempo, os Judeus foram sensivelmente influenciados por estas crenças entre os anos 331 a.C. e 538 a.C. Nessa época, a antiga Palestina, ou Judeia, fazia parte do enorme império persa, que era duo teísta, e a judaica, claramente monoteísta.

O resultado desta união foi a introdução da ideia da existência de outro deus maléfico, adversário do Deus benéfico.

Tudo o que se relaciona com o reino do mal deve ser observado do ponto de vista filosófico. Existem verdadeiros especialistas do tema do Diabo, como o investigador Jean Wier, que , na consequência da constatação de outros eruditos na matéria, considera que o reino do Diabo está organizado como se de um batalhão se trata-se.

Existe um chefe supremo de todos os Diabos chamado Lúcifer ou Satã, ente maléfico por excelência. Junto ao todo poderoso Satã encontra-se uma série de ajudantes e servos, que formam a sua corte e subdividem em:


Rei................................Lúcifer

Príncipes.......................72 diabos maiores

Legiões.........................1111 diabólicas

Cada legião................... 6666 diabos menores


O Diabo tem uma filosofia autenticamente mercenária e os seus favores especiais são concedidos em troca do sacrifício de um ser vivo, que na maioria das ocasiões, é um animal. Dependendo das intenções desejadas, os animais sacrificados são brancos ou pretos; a sua cor está relacionada com o tributo que tenha de pagar; os brancos são para angariar, conseguir, obter coisas; os pretos são para abandonar, eliminar, exterminar.

Uma vez obtido o sangue fresco e o cálice cheio do líquido vital, procede-se à sua consagração de oferenda ao Diabo com invocações como estas: Hoc est meum Belzebu, Lúcifer ou Satã, ao mesmo tempo que o conteúdo do cálice diabólico rega o corpo da neófita. Entretanto, os adeptos recitam salmos enquanto giram em volta do altar humano.



O satanismo, como filosofia , surgiu da suposta rejeição da Natureza por Deus, por ser impura e imperfeita. Mais tarde, tudo o que a Igreja rejeita e condena é aproveitado pelo Diabo, que se serve disso e o explora, por Satã é o principie deste mundo. É ele que nos faz ter uma vida terrestre sem preocupações, uma vida de bens imediatos, sem nunca pensar hipotética , e ainda por demonstrar, vida ulterior.

Pelo contrário, a Igreja Católica move-se num mundo cinzento e postula a ideia da dor, do sofrimento, da resignação e a esperança de que, através da morte , se aceda a uma vida espiritual melhor. Esta dicotomia criou o bem e o mal e a única arma que a Igreja tem para contrapor à força da vida alegre e diabólica é a ameaça divina de fechar a porta do reino do céu aos seguidores do satanismo. Muitas foram as pessoas que , não se sentindo completamente identificadas com o Deus bom, monoteísta, judeu-cristão, o rejeitaram e se inclinaram para adorar o seu rival: Satã.

Os seus seguidores prometeram-lhe amor eterno, servilismo humano e espiritual em troca de lhes facultar riquezas e poder sobre o resto dos seres humanos. Estas pessoas criaram métodos para entrar em contacto com ele e organizaram e sistematizavam determinados ritos de adoração ao Diabo. Constitui-se assim uma forma de magia negra conhecida vulgarmente por satanismo, que engloba, de facto, todos os libertinos e transgressores das proibições da Igreja.

A liturgia do satanismo deu origem à celebração das missas negras, as quais são, essencialmente, actos ritualísticos-esotérico-religiosos de oferta da vida ao Diabo através dos sacrifícios. São orientados para a obtenção de poderes sobrenaturais para situar o homem à altura dos seres superiores, isto é, converterem-se em autênticos seres diabólicos pelo facto de o deu espírito estar possuído pelo Diabo.

O satanismo manifesta-se em todo o seu esplendor através da celebração das missas negras. De facto, este é um ritual praticado assiduamente desde o século VII, consistindo em copiar as missas cristãs, colonizar o rito cristão, mas com uma simbologia totalmente inversa.

A missa negra, no entanto, tem variantes na sua encenação e a sua oferenda de consagração é dirigida a uma divindade maléfica. Os seus actos consistem em repetir fundamentalmente os mesmos gestos simbólicos e fazê-los completamente ao contrário dos efectuados na missa cristã.

A consagração do vinho é substituída pelo sangue sobre o altar satânico constituído pelo corpo nu de uma mulher, de preferência virgem, a qual se vai iniciar no culto satânico. Esse sangue humano e o espírito da pessoa sacrificada são oferecidos e consagrados em corpo e alma ao Diabo.

O conjunto de ritos e invocações dirigidas ao rei das forças maléficas é presidido por um bode, que simboliza o Diabo, e a missa negra costuma ser oficiada por um padre renegado, ou um sumo sacerdote satanista, que vai convenientemente paramentado com uma batina negra revestida com emblemas demoníacos. Na actualidade, o mais poderoso sumo sacerdote satânico, mais conhecido por Papa negro é o Anton Szandor LaVey fundador da Igreja satânica, sedeada em São Francisco (Califórnia).


Um caso interessante é de um nobre bretão chamado Gilles de Rays (1404-1440), companheiro de Joana d´Arc. Quando a Donzela de Orleães, o grande modelo de Gilles , foi acusada de feitiçaria e queimada na fogueira, o mundo deixou de fazer sentido para ele.

Desapontado, recolheu-se nas suas propriedades e tornou-se um fervoroso devoto e um dos mais terríveis discípulos de Satanás.

As crónicas do seu processo dão conta de 140 crianças terem sido por ele e pelos seus servos sacrificadas em rituais satânicos realizados na cripta do seu castelo de Tiffaug


No auge do combate e da perseguição movidos às bruxas e aos hereges, muitos dos aspectos da personalidade humana até então contidos e refreados manifestaram-se com alguma violência. Os conventos de religiosas deram exemplos de ser incubadoras perfeitas para esse tipo de fenómenos.

Urbain Grandier, um padre de mentalidade liberal e bastante notável, foi vitima deste tipo de situação quando entre 1634 e 1635 as freiras do convento de Loudun desenvolveram ataques de histeria e lascívia motivados pelo facto de desejarem o padre.

Grandier não tardou a ser acusado de satanismo, de ter enfeitiçado as freiras, e acabou por ser queimado vivo


A missa negra como perversão do rito católico, popularizou-se no século XVII. Tornou-se um espectáculo com grande número de entusiastas, nos tempos em que reinou Luís XIV. Uma das missas negras foi organizada pelo abade Guibourg para Athénais de Tonnay-Charente, marquesa de Montespan, futura amante do Rei-Sol, Luís XIV. Possuída pela obsessão de tornar-se rainha, a marquesa quis através de uma missa negra afastar todos os obstáculos que pudessem surgi-lhe à frente.

O seu corpo desnudado serviu de altar a Guibourg. O abade disse a missa de acordo com o rito católico, tendo consagrado a hóstia sobre os órgãos genitais da marquesa. A sua ajudante, a Cathérine Montvoisin, também conhecida por La Voisine, trouxe para a celebração uma criança de 2 anos, que fora comprada à sua mãe.

Foi então que Guibourg invocou demónios, cortou a garganta à criança que se encontrava sobre a barriga da marquesa de Montespan e recolheu o seu sangue num cálice misturado com vinho e ambos beberam e por fim tiveram relações sexuais.
No fim da celebração o padre entregou à marquesa um saco com os restos da hóstia, das vísceras e do sangue da criança.

No ano seguinte à missa negra realizada a marquesa tornou-se amante do rei, chegando a dar à luz sete filhos deste.



fonte: http://grandesmisterios.com.sapo.pt

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Proibição das touradas


Já postei aqui um abaixo-assinado oficial sobre o fim das touradas. Então, tivemos uma vitória! Leiam este texto:

MADRI, 28 Jul 2010 (AFP) -O parlamento catalão aprovou nesta quarta-feira com 68 votos a favor, 55 contra e 9 abstenções o decreto de proteção dos animais, que implica a proibição das touradas nesta próspera região do nordeste da Espanha, a partir de 2012.

O parlamento regional catalão decidiu dessa maneira aprovar uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP) apresentada em dezembro passado pelos opositores das touradas, que consideram essa prática uma barbárie, convertendo-se na segunda região espanhola a proibir sua realização depois das Ilhas Canárias, em 1991.

Depois que os deputados conservadores do Partido Popular (PP, oposição) e do grupo Ciutadans anunciaram seu voto contra a proibição das touradas, a principal incógnita se centrava nos que fariam os legisladores do Partido Socialista da Catalunha (PSC) e os nacionalistas da Convergencia i Unió, aos quais os partidos deram liberdade de voto.

Por fim, a maioria optou por proibir as touradas na Catalunha, o que representa um duro golpe para a tauromaquia que também está afetada pela crise econômica da Espanha.

Os admiradores das touradas defendiam uma tradição cultural enquanto que os adversários reclamavam o fim da tortura contra os animais.

"As touradas são um espetáculo da tortura", afirmou o porta-voz do grupo verde Iniciativa Per Catalunya-Els Verds (ICV-EUIA), Francesc Pané.

Para a organização AnimaNaturalis trata-se de um primeiro passo para a abolição das touradas em todo o mundo.

"O caminho está traçado e continuaremos avançando também na América Latina em nosso objetivo: um mundo onde a cultura se fundamenta no respeito, compaixão e empatia, deixando muito longe a crueldade e o sofrimento dos mais fracos", afirmou o diretor internacional da entidade, o chileno Francisco Vásquez.

A atriz francesa Brigitte Bardot, famosa por sua defesa dos direitos dos animais, comemorou a decisão.

"É uma vitória da democracia sobre os lobbies taurinos. Uma vitória da dignidade sobre a crueldade. A tourada é de um sadismo incrível. Já não estamos nos jogos circenses e é necessário pôr um fim imediato a esta tortura animal", afirmou em um comunicado.

Simpatizantes e opositores estavam mobilizados desde terça-feira, aguardando a disputa que prometia ser acirrada.

Esta virou uma "questão política" na região, onde os defensores da permanência das touradas denunciavam "a ideia é extinguir tudo o que for espanhol", conforme afirmou na terça-feira o editorial do diário madrileno El Mundo (direita).

Esse foi um tema recorrente nos últimos dias na imprensa conservadora, que via na possível proibição uma vontade de revanche dos políticos catalães, depois de uma recente decisão do Tribunal Constitucional que retirou certos aspectos do estatuto de autonomia da região.

A liberdade de voto foi dada especialmente aos 37 parlamentares socialistas pelo presidente regional socialista José Montilla, já que um voto socialista contra a proibição, inicialmente, poderia sem dúvida garantir uma rejeição da ILP.

Mas os opositores à "corrida", cada vez mais numerosos na Catalunha e apoiados por poderosas organizações internacionais de defesa dos animais, relembram que esta tradição está perdendo força na região, onde apenas a Praça Monumental de Barcelona continua a organizar touradas.

A votação aconteceu num contexto complicado para o setor "taurino" na Espanha, que gera cerca de 40 mil empregos e bilhões de euros por ano, e que vem sentindo efeitos negativos desde 2009 por causa da crise econômica.

Inúmeras regiões espanholas, inclusive Madri, anunciaram, assim que se iniciou o debate catalão, suas intenções de inscrever a tourada como "patrimônio cultural", com o objetivo de proteger a tradição. Ainda assim, os contra ganham espaço.

É preciso defender a liberdade de escolha e essa "paixão comum" cultural franco-espanhola, que "ninguém tem o direito de proibir", afirmou na terça-feira ao jornal La Razon o toureiro francês Juan Bautista (Jean-Baptiste Jalabert).


Fonte: http://g1.globo.com

Uma nova vegetariana.


Resolvi fazer perguntas para uma amiga que também é vegetariana. Com isso, algumas pessoas podem se convencer de que não há nada errado em parar de comer carne. Devem parar de falar que vamos morrer, ficar fracos e que somos carnívoros por natureza. A humanidade evolui, logo, os costumes também podem ser adaptados para uma nova realidade.
Já se sabe que quando a população do planeta aumentar em um terço, teremos que ter MAIS QUE O DOBRO da produção atual de carne. E de legumes,verduras, cereais, etc, cerca de 70%. OU seja, pouco mais da metade. Isso sem contar os problemas da criação de gado para o meio ambiente.
Sendo assim, fiz uma espécie de entrevista com ela, de forma imparcial (tanto é que eu não concordo com uma - e apenas uma - das respostas) para que possam ter mais um argumento nesse estilo de vida.



Nome completo, idade e onde mora.
Caroline vieira Dias, 17 anos. Em São bernardo do campo.


O que te fez virar vegetariana?
hmm, eu sempre quis, desde que me conheço por gente. Mas nunca consegui, faltou um empurrão.


Que empurrão foi este e por que sempre quis?
Você que me incentivou.
Não sei, eu achava legal e não achava certo se alimentar de coisas mortas, e ao mesmo tempo suculentas. Por mais que seja delicioso, eu ficava com um pouco de pena.


Sabe quanto tempo faz que virou vegetariana?
Não lembro exatamente. 3 ou 4 meses.


E como ta sendo parar de comer carne? Muita vontade, menos do que imaginava...?
Depende do dia. Tem dia que da mais vontade, mas tem outros que fico feliz por não ter que comer aquilo. Também depende do prato.


E as reações das pessoas quando descobriram?
Bem.. a maioria disse que eu não ia conseguir por muito tempo, que eu sou idiota, que Deus fez os animais certos para serem comidos, que eu vou morrer mais cedo. São 2 ou 3 que gostam da minha escolha e me apoiam.


O que acha sobre: "Deus criou animais para serem comidos"?
ah, eu concordo mas mesmo assim.Nãm acho legal se alimentar de outro ser vivo. Ele fez os animais para serem comidos... mas vai de cada um se quiser comer e se nao quiser o problema é seu. Deus tbm fez as frutas e os vegetais.


E por que as pessoas acharam que morreria mais cedo?
ah, por falta da carne, que eu ia ficar fraca, que eu preciso dos nutrientes da carne e bla bla bla.


E qual sua opinião sobre isso?
Besteira. Não acho que vou morrer por não comer carne, ou morrer mais cedo. E se eu morrer, ao menos será fazendo o que gosto: Não comer carne.


Sentiu alguma piora no seu humor, corpo ou energia por tirar a carne da dieta?
Não. Me sinto normal. No começo eu achei que sentiria algo de tanto minha mãe ficar falando, mas depois eu vi que é mais pisicológico. A unica coisa que mudou foi que eu emagreci.


E é algo que você pretende continuar por toda vida ou até sugerir a outros?
Sim. Com certeza.




quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ufos

Quem acredita em seres que vivem em outros planetas?
Não sou de demonstrar minha opinião sobre alguns fatos postados aqui, mas neste caso irei concordar: Eu acredito.
Como a idéia do blog é fazer as pessoas não acreditarem em tudo que ouvem e lêem de cara, mas sim começar a pesquisar outras fontes e procurar provas, irei postar aqui algumas imagens encontradas em cavernas. Desenhos estes que foram feitos por povos muito antigos, inclusive na pré-história.
Para quem acredita e até estuda o assunto, sente vergonha de ser alguém aqui da Terra. Nós nos achamos evoluídos, que estamos avançados e muito bem tecnologicamente. Será?
Ainda hoje, a reciclagem é uma vergonha. As fontes de energia continuam ou sendo poluentes, ou degradando o meio ambiente para suas construções. Algumas fontes como a eólica, não conseguem suprir nossas grandes cidades.
Aliás, este daria um outro assunto. Cidades sustentáveis. O tamanho, os locais de fazendas, as maneiras de energia... tudo é possível. Não vou alongar sobre isso, não agora.
Voltando para o assunto principal, há quem acredite( e como já assumi que creio em Ufos, continuarei confessando neste post), assim como eu, que eles já estiveram aqui sim e que não "abandonaram" estas visitas. Que podem até querer nos ajudar, mas somos gananciosos demais. Alguém duvida que existem líderes que tentarão transformar uma nova tecnologia numa arma?
Ultimamente tenho sentido vontade de ir embora desse planetinha primitivo.
"Então por que você não se suicida?" podem me perguntar. Não gosto de suicídio e acho que tenho muito a ajudar por aqui.
Debatendo este assunto com um amigo, ele me mostrou algumas imagens que vou passar para vocês.
Olhem isso.



Imagens encontradas em diferentes cavernas francesas (Pech Merle; Cougnac; Ussac, etc)
desenho encontrado em Tassili, no Saara, Norte da África. Neste desenho, o ser representado também apresenta uma certa semelhança com os UFOnautas atuais. Outro "detalhe ufológico" do desenho é o objeto discoidal representado.


arte aborígine Australiana, de 5000 anos de idade. Existe semelhança entre o deus representado na figura com seres avistados em diversos contatos ufológicos modernos.




E agora? Acredita ou ainda não? Ficou pensativo?








sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sociedades Secretas II

Priorado de Sião
- As descendências de Jesus -

Neste momento, uma sociedade secreta na França discute em suas reuniões. Os membros acreditam ser defensores de uma linhagem de Jesus e seus planos podem ser resumidos em uma palavra: monarquia.
Tudo começou oficialmente em 1956, precisamente no dia 20 de Julho, quando um pedido de criação de associação foi feito na Sub-prefeitura de polícia de Saint-Julien-en-Genevois. Os requisitantes eram Pierre Plantard, André Bonhomme, Jean Deleaval e Armand Defago, os fundadores do Priorado de Sião.
No texto oficial, eles declaram a sede social a casa de PLantard, em Sous-Cassan, local em que ele ainva vivia com os pais. O Texto de fundação era: A constituição de uma ordem católica, destinada a restituir numa forma forma moderna, conservando o seu caráter tradicionalista, o antigo cavaleiro, que foi, pela sua ação, a promotora de um ideal altamente moralizante e elemento de um melhoramento constante das regras de vida da personalidade humana."
Analisando a sociedade por um ângulo estritamente jurídico e burocrático, não é possível afirmar que o Priorado de Sião tenha mais do que 53 anos. Mas todas as lendas e mitos criados em cima desta sociedade levam os mais crédulos a acreditar que foi criada há milhares de anos.
Segundo histórias, no final do século 19, a biblioteca de Paris descobriu pergaminhos conhecidos como " Os Dossiês secretos", que identificavam os inúmeros membros do Priorado de Sião, entre eles personalidades como Isaac Newton, Victor Hugo, Da Vinci, entre outros.
A lenda é de que o priorado era ligado diretamente aos Templários durante a época das cruzadas, e que as duas ordens defendiam a linhagem sanguínea de Jesus. Para tal, eles alegam que o Cálice Sagrado, ou o Santo Graal, era na verdade: Maria Madalena, com quem Jesus teria tido filhos.
No livro "Holy Blood and Holy Grail", o autor afirma que o segredo guardado pelo Priorado e pelos templários era justamente esta linhagem, protegida por anos do domínio da igreja católica, que nunca reconheceu que Jesus tenha tido filhos.
Nesta linha de pensamento, os estudiosos do Priorado explicam que a própria palavra "Santo Graal" significa Sangue Real. É sugerida a hipótese que a expressão em latim "Saint Graal" seja lida como "Sang Real" ou "Sangreal".
A história tomou maiores proporções após a publicação do famoso livro "O Código da Vinci". O que era pra ser interpretado como obra de ficção, ganhou ares de realidade e a origem desta sociedade passou a ser estudada. Aproveitando a onda, muitos usaram teorias do Priorado para atacar diretamente a igreja católica, acusada de tentar maquiar a história de Jesus e esconder segredos sobre a bíblia.
Mas além de não existirem provas concretas de que Jesus tenha deixado herdeiros, Pierre Plantard, criador da sociedade, foi por diversas vezes desmascarado. Em uma delas, ele chegou a confessar à justiça Francesa, mais especificamente ao juiz Thierry-Jean Pierre em 1992, ter criado todas as peças do Priorado de Sião com intuito de subir ao trono da França como um suposto descendente merovíngio e de Jesus Cristo.
Os merovíngios foram uma dinastia que governou os francos em uma região correspondente à antiga Gália, e seu domínio foi da metade do século 5 à metade do século 8. Mas o que interessa é que muitos autores consideram os merovíngios como descendentes diretos de Jesus. No livro " O santo Graal e a Linhagem Sagrada", a dinastia é assim retratada.
Verdade ou não que Jesus tenha deixado herdeiros com Maria Madalena, o fato é que a farsa do Priorado de Sião é tão absurda que até mesmo o nome da sociedade é algo tirado da modernidade. Alguns historiadores dizem que "Priorado" é uma influência direta de Paul lecour.
Lecour era um fundador da revista Atlantis e grande incentivador dos antigos ideais da cavalaria. Tinha forte influência sobre a juventude da época e sugeria que fossem criados grupos aos quais ele dava o nome de "Prieurés", ou "Priorados". Plantar não fez nada mais do que seguir sua sugestão.
O nome "Sion"( ou "Sião") foi escolhido devido à proximidade geográfica da casa de Plantard em Sous-Cassan. Ou seja, o famoso Priorado de Sião foi criado por um entusiasta em literatura de cavalaria, que nomeou sua ordem com uma montanha que ficava próxima a sua residência.
Como defesa, os membros da ordem utilizam a arte e a literatura para justificar os segredos impressos no passado. O livro "O Código da Vinci" nada mais é do que um emaranhado de justificativas codificadas em quadros e obras de arte. Outro exemplo é a obra de Thomas Malory, que segundo estudiosos do Priorado, seria uma prova de que certos autores medievais teriam usado a expressão "sangreal" no sentido de "sangue real" há muitos anos.
Pierre Plantard morreu em fevereiro do ano 2000, mas deixou um séquito de seguidores fiéis que discutem até hoje sobre a possibilidade de derrubar a república Francesa e instaurar de volta a monarquia merovíngia.


terça-feira, 4 de maio de 2010

Sociedades Secretas

Pelos próximos dias irei postar aqui coisas interessantes sobre diversas sociedades secretas. Cada dia, uma diferente. Muitas são bem curiosas. Leia e tome suas próprias conclusões. O que parece verdade ou mentira? Alguma sociedade para ter ligação com outra? Ou com alguma crença antiga? Pense, reflita e principalmente: Pesquise!
Conhecimento é uma união de várias fontes. Não é conhecimento de fato quando se lê apenas uma coisa e já toma aquilo como verdade absoluta.
Como exemplo particular, um dia comprei um livro sobre bruxaria. O que fiz? Deixei de lado. O livro era muito ruim. Mesmo eu, leigo no assunto, sabia que o que tinha ali eram grandes besteiras( não a bruxaria, mas sim o que estava escrito sobre ela), como por exemplo, a foto de uma mulher com uma legenda: A criadora da bruxaria.
Isso mostra que em tudo que pesquisamos, existem coisas boas e ruins. Cabe a nós julgarmos, debatermos e aceitarmos também outros pontos de vista. Boa leitura ;)



CÁTAROS
- Deus sem intermediário -


Este seria o lema dos cátaros. Uma seita surgida na idade média e que membros eram conhecidos como os "verdadeiros discípulos de Cristo".
Se tratando de ascetismo, ou seja, uma filosofia de vida na qual são refreados os prazeres mundanos, onde se propõem a austeridade, o Catarismo é uma das seitas que mais procedeu desta forma. Criada na idade média, em Limousin(França) no final do século 11, esta fraternidade cristã abrigava ambos os sexos. A participação sem retrições tantos de homens quanto de mulheres era uma consequência da doutrina: Todos podiam chegar até Deus, sem exceções e sem necessidade de ritos impostos pelo catolicismo. Que era a religião oficial e absoluta da época.
O termo "Cátaros", ou "Catarismo" tem origem no grego "khátaros" e "kataroi", que significa "puro". Também eram conhecidos por Albigenses( nome derivado da cidade de Albi, na França).
Para eles o livro sagrado era a Bíblia, em particular o Novo Testamento. Mas segundo a crença, Jesus não era um filho de Deus, mas sim apenas mais um profeta importante. Acreditavam que o homem, antes de ser homem, havia sido um ser espiritual e, para adquirir consciência e liberdade, precisava de um corpo material e várias reencarnações para atingir a plena libertação. Eram assim, pois a dualidade se moldava, já que acreditavam na existência de dois deuses, um do bem(Deus) e outro do mal(Diabo), que teria criado o mundo material e o mal. A idéia de "inferno" não era convebida, pois no fim o deus do bem triunfaria sobre o deus do mal e todos seriam salvos.
Para os cátaros, o mundo material seria um lugar de expiação onde os atos e as intenções apenas valiam quando feitos com amor, mais ainda, um mundo material de expiação apinhado de vícios, onde os humanos deviam transpor sem apego. Essa premissa é a base na qual o Catarismo se fundou. E essa base é a mesma que os fez perseguidos pela igreja Catolica, ja que rejeitavam qualquer estrutura eclesial romana, pois incutia em seus fiéis a salvação pelo dízimo, da respeitabilidade de seus ritos, que tina na figura do clérigo a intermediação com Deus.
Um monge chamado Henrique foi o idealizador da seita, embora não fosse cátaro. COm suas pregações que incentivavam o não pagamento dos dízimos e o não comparecimento em igrejas, glorificava a vida ascética. Os cátaros, a exemplo dos primeiros cristãos, levavam uma vida de alta espiritualidade. Vivenciando na prática um cristianismo puro, numa renúncia a tudo que era deste mundo.
Eram conhecidos como os verdadeiros discípulos de Cristo, a serviço do mundo e da humanidade. Acreditavam que a salvação era acessíel a todos que procurassem, num exercício de tolerância e compaixão.
Possuíam seu próprio sacramento, ja que rejeitavam os da igreja católica. Um dos mais importantes era o Consolamentum, que seria o batismo espiritual.
Os que recebiam tal sacramento eram considerados perfeitos e suas vidas eram pautadas sobre a castidade e austeridade nas ações. Os que não recebiam o batismo de espírito durante a vida, mas crentes dentro da seita, eram considerados homens bons também e suas obrigações eram menores. porém, o batismo seria dado na hora da morte. Os crentes podiam abandonar a comunidade quando quisessem, além de poder frequentar igreja católica se assim desejassem, como também procriar e casar.
Apesar do Catarismo ser conhecido por sua tolerância religiosa, pois aceitava pagãos, judeus e católicos, a mais alta discordância dentro da doutrina em comparação com catolicismo era justamente o fato de que eles acreditavam, e pregavam, que todos podiam chegar a Deus sem intermédio de terceiros. Por este motivo o Catarismo era um problema para os bispos e padres católicos. Estes afirmavam que em lugar nenhum dos evangelhos havia justificação para estes moldes religiosos que tais novos cristãos promoviam. Outro fator que incomodava muito a igreja eram as ações sociais do catarismo, que não distinguia ninguém pleo credo, procedência ou etnia. Estes moldes fez com que o catarismo de distanciasse do cristianismo medieval e se aproximasse do que seria o cristianismo puro.
Com isso, o catarismo foi considerado herege, pois não só distanciava as pessoas dos preceitos católicos da época, como também da base cultural e econômica do feudalismo.
Então ocorreu de 1209 a 1229, a cruzada Albigense. Com interesses políticos. Afinal, o catarismo ia atraindo novos adeptos e era um problema para hegemonia da igreja e pelo fato desta doutrina estar se espalhando em importante setores econômicos ligados a França.
Mas o catarismo não morreu mesmo após tantas perseguições. Napoléon Peyrat, um pastor; Jules-Benôit, Malom e espírita; e Otto Rahn, alemão nazista, foram pessoas que reestabeleceram a doutrina após sua condenação ocorrida no século 13. O primeiro inclusive publicou em 1872 uma história dos Cátaros, transformando o destino dos perfeitos, bispos e crentes do catarismo em uma verdadeira epopéia e dá ao "cerco de Montségur"( lugar onde houve a redenção de alguns cátaros e voluntária entrega à fogueira de outros ) o reduto final do Catarismo, uma atmosfera de martírio em perfeita comunhão com os ensinamentos do cristianismo primitivo. A partir daí novos fiéis se voltaram para os ensinamentos e práticas Cátaras por todo o mundo.
Hoje em dia temos algumas sociedades neocátaras pelo mundo, ao lado de associações histórias respeitáveis. A diferença é que essas sociedades não são tão secretas, pois propagam a garantia da transmissão dos ensinamentos dos últimos perfeitos e, mediante pagamento, algumas até reservam o direito de ministrar o batismo de espírito.
Mas há muito mais mistérios sobre o Catarismo, inclusive que a cruzada contra os Cátaros teve um outro motivo: A busca do Santo Graal. Segundo Otto Rahn, os Cátaros eram os verdadeiros guardiões da taça mitológica, que teria servido a José de Arimateia para recolher o sangue de Cristo.





Não irei comentar o que acho disso tudo. Seja da doutrina ou da condenação pela igreja católica. Resguardo minhas opiniões para quem quiser debater o assunto pelos comentários ou via MSN. Sempre é bom.
E lembrem-se: Se gostou disso, pesquise mais.